
Várias culturas atribuem ao sal o poder de purificar os ambientes, de trazer alegria e gosto à vida. Há sal na bênção da missa católica, no casamento do candomblé e até mesmo delimitando os campos de sumô, a luta preferida do Japão. Nas casas da Nigéria, maior nação africana, nas cidadelas interioranas da França e em diferentes cantos do Brasil, o sal é usado para combater o mau-olhado e deixar a casa a salvo das energias ruins.
Na Idade Média, a substância era inclusive valiosa, tanto quanto o petróleo hoje, sendo conhecida como “ouro branco”. Naquela época, a salmoura (mistura de sal com água, capaz de evitar a proliferação de bactérias) era a única forma de conservar os alimentos. Uma das mais tradicionais superstições francesas - de que o desperdício de sal significa prejuízo, mau agouro - surgiu nesses tempos. Muito antes disso, há 5 000 anos, o engenheiro romano Peccius usava o sal como moeda para pagar operários. Daí surgiu a palavra “salário”. No candomblé, a religião trazida para o Brasil pelos escravos negros da região ocidental da África, o sal tem importância fundamental.
Na língua iorubá, é designado pela palavra iyo, que também significa alegria. Os banhos de água salgada com ervas são comuns no continente para renovar as energias.
Fonte: Veja Rio